Senado quer criar CPI para investigar CBF

Agência Senado

A
comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Confederação
Brasileira de Futebol (CBF) e o comitê organizador local da Copa do Mundo FIFA
2014 está a um passo de ser criada no Senado. Nesta quinta-feira (28), o
senador Douglas Cintra (PTB-PE) leu, no Plenário do Senado, requerimento do
senador Romário (PSB-RJ) para criação do colegiado.
Ao todo,
53 senadores assinaram o documento (o mínimo necessário é 27). Eles têm até
meia-noite para retirar o apoio. Caso isso não ocorra, a criação da CPI será
publicada no Diário
do Senado 
de amanhã (29).
A
comissão contará com sete membros titulares e igual número de suplentes e terá
180 dias para investigar possíveis irregularidades em contratos feitos para a
realização de partidas da Seleção brasileira de futebol, de campeonatos
organizados pela CBF, assim como para a realização da Copa das Confederações em
2013 e da Copa do Mundo de futebol de 2014. A instalação dependerá da indicação
dos integrantes pelos partidos, o que leva em conta o cálculo de
proporcionalidade das bancadas na composição do Senado. O limite de despesas da
comissão será de R$ 100 mil.
O
senador Romário (PSB-RJ) propôs a criação da CPI logo após ganhar repercussão,
na manhã desta quarta-feira, notícia de que a Agência Federal de Investigação
dos Estados Unidos (FBI), através da polícia da Suíça, prendeu sete dirigentes
ligados à Federação Internacional de Futebol (Fifa) por suspeitas de corrupção,
lavagem de dinheiro e extorsão envolvendo a organização de competições e
contratos de marketing e televisionamento. Entre eles está o ex-presidente da
CBF José Maria Marin, que deixou o cargo em abril deste ano. Ele atualmente
ocupa uma das cinco vice-presidências da entidade.
Marin é
acusado de negociar propinas no valor de R$ 346 milhões pela cessão dos
direitos de transmissão da Copa América até 2023, enquanto presidiu a CBF. A
entidade também será investigada por contratos de patrocínio firmados com a
multinacional americana Nike e intermediados pela Traffic, empresa brasileira
de marketing esportivo. Essas negociações datam do mandato do antecessor de
Marin na presidência da CBF, Ricardo Teixeira – que ainda não foi citado
judicialmente.
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