Primeira sessão e o primeiro bate-boca na Câmara de Rosário

Por Jefferson Calvet
Blog Bacabeira em Foco
Logo na
primeira sessão do segundo semestre do ano legislativo da Câmara Municipal de
Rosário, aconteceu o primeiro bate-boca entre dois parlamentares da casa.
Após a
sessão solene que deu iniciou aos trabalhos, os vereadores fizeram abertura da
sessão ordinária, onde votaram três importantes propostas e encaminharam outras
tantas para as comissões permanentes.
Ocorre que,
ainda no pequeno expediente, o vereador Sandro Marinho (PSD) havia reclamado de
materiais de higiene pessoal nos banheiros da câmara, insinuando que o
presidente Agenor Brandão (PV) não estaria conduzindo bem a casa como deveria,
reiterando que os funcionários e os próprios vereadores reclamam de sua gestão
desde o primeiro mês que assumiu como presidente.
Sandro
alegou ainda, que foi um dos principais personagens que colocaram Brandão no
comando do legislativo, afirmando, inclusive, que enfrentou resistências entre
alguns colegas que queriam a permanência do ex-presidente Léo Cavalcante (PTB)
no cargo. No entanto, como já havia dado a palavra, Sandro disse que trabalhou
nos bastidores para eleger o hoje presidente da Câmara.
Brandão
retrucou e rebateu as acusações do colega de parlamento. O presidente explicou que
há materiais de higiene na dispensa da câmara e desafiou o vereador Sandro
Marinho que indicasse o servidor que lhe informou a mentira. Na continuação do
pronunciamento, Brandão disse que lamenta a perseguição sofrida desde que
assumiu a presidência da Câmara, há exatamente seis meses, e sugeriu ao
vereador que, quando tivesse algo contra ele, o chamasse para uma conversa
reservada no gabinete ou em qualquer outro lugar. “Sou homem suficiente para sentar com vossa excelência em qualquer
lugar, seja no meu gabinete ou em qualquer outro lugar que vossa excelência
sugerir. Eu não entendo essa perseguição que tenho sofrido desde que assumi a presidência
desta casa, pois já fui acusado injustamente por algo que não cometi e fui
absolvido, tentaram tirar meu mandato de vereador e até de presidente. Se é
algum problema pra resolver, me comunique que eu resolvo o seu problema”.
Desabafou.
Zangado
com o pronunciamento de Sandro, Agenor Brandão ressuscitou a polêmica CPI da
Saúde, dizendo que irá recolocar em pauta nas próximas sessões. Ele sugeriu que
os vereadores haviam assinado o requerimento de abertura da comissão e três
meses depois retiraram as assinaturas, alegando que a prefeita Irlahi Linhares
(PMDB) teria conversado com os parlamentares, fazendo-os tomar tal atitude.
A
denúncia levantada por Brandão na tribuna fez com que os vereadores Léo Cavalcante
(PTB), Jardson Rocha (PP) e Pedrosa Necó (PSB) se manifestassem contra sua fala.
Eles disseram que a retirada das assinaturas da CPI se deu por causa de uma manobra
política, ou seja, alguém estava querendo usar os vereadores para tentar
barganhar com a prefeita Irlahi usando a CPI.
Pedrosa
Necó, líder do governo na Câmara, sugeriu a criação de uma preposição na
próxima sessão para enterrar de vez essa polêmica em torno da CPI da Saúde, que
já dura mais de quatro meses. Brandão, porém, garante que a CPI vai dar
prosseguimento e que na próxima sessão vai recolocar na pauta de debates no
parlamento rosariense.
Pelo visto
o negócio vai esquentar…

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