OMS esclarece que não pede que pessoas parem de comer carne

Do G1
A Organização Mundial da Saúde
(OMS) afirmou, nesta quinta-feira (29), que o relatório divulgado esta semana
que incluiu carne processada na lista de produtos carcinogênicos não pede que
as pessoas deixem de comer esse tipo de produto, mas indica que limitar o
consumo ajuda a reduzir risco de câncer colorretal.
A Agência Internacional de
Pesquisa sobre o Câncer (IARC) publicou na última segunda-feira (26) um relatório
que classifica alimentos como salsicha, bacon e presunto como
“cancerígenos”
 e
a carne vermelha como “provavelmente cancerígena”, o que causou uma
onda de preocupação no mundo todo e a rejeição da indústria relacionada ao
setor.
Em resposta à polêmica gerada, a
OMS emitiu um comunicado, nesta quinta-feira (29), lembrando que, já em 2002, a
organização recomendava moderar o consumo das carnes processadas para reduzir o
risco de câncer. Essa recomendação figurava no relatório “Dieta, nutrição
e prevenção de doenças crônicas”.
A organização anunciou que seu
grupo de analistas encarregado de avaliar de forma regular a relação entre
alimentação e doenças se reunirá no início do ano que vem para estabelecer as
implicações da recente informação para a saúde pública. Além disso, determinará
qual deve ser “o lugar da carne processada e da carne vermelha em uma
dieta saudável”.

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