Governo capacita profissionais de saúde sobre as Leishmanioses

Por Jefferson Calvet
Blog Bacabeira em Foco
Médicos,
bioquímicos, enfermeiros e estudantes de medicina da região metropolitana estão
participando de uma capacitação sobre avaliação, diagnóstico e tratamento para
as Leishmanioses Tegumentar e Visceral. O treinamento é realizado pelo Governo
do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da
Superintendência de Epidemiologia e Controle de Doenças, no auditório do Hotel
Skina Express. O evento que iniciou na segunda-feira (21), segue até sexta-feira (25), das 8h às 18h.
A
técnica do Departamento de Controle de Zoonoses da SES, Monique Maia, explicou
que o objetivo da capacitação é obter um diagnóstico precoce da doença e, com
isso, reduzir a taxa de letalidade no Estado. “Os profissionais que estão
participando deste treinamento vão atuar como multiplicadores de conhecimento,
dentro das suas unidades de serviço”, disse.

As Leishmanioses são doenças infecciosas, porém, não contagiosas, causadas por
parasitas do gênero Leishmania. A Tegumentar caracteriza-se por feridas na pele
que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo. A
Visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos,
principalmente o fígado, o baço e a medula óssea.

Dentre os assuntos abordados no treinamento estão a epidemiologia das
Leishmanioses, diagnósticos clínicos, tratamento e aspectos relacionados a
co-infecção leishmania/HIV, com discussão dos casos clínicos.

Marcelo Sampaio, médico do município de Paço do Lumiar, falou sobre a
importância do treinamento. “O nosso município vem passando por uma expansão
territorial e o desmatamento faz com que o mosquito entre na rotina das pessoas
que estão migrando para a área. Este treinamento é importante porque vamos
levar os conhecimentos para os profissionais que atuam no Programa de
Estratégia de Saúde da Família, para que possam agilizar a identificar as
doenças”, destaca Sampaio.

A
estudante do 9° período de medicina, Dark Rithielly Penha Serrão, que faz
estágio no Hospital Estadual Presidente Vargas, comentou sobre os novos
conhecimentos. “Como o Hospital Presidente Vargas é referência no tratamento de
doenças tropicais, sempre estamos em contato com pacientes complexos e que já
passaram por outros serviços de saúde e não tiveram sucesso no tratamento. É um
grande desafio, como estudante, aprender a diagnosticar de forma precisa este
paciente”, pontua o estudante.

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