Dilma deveria pedir desculpas aos bacabeirenses pelo estelionato que foi a refinaria Premium I

A presidente Dilma Rousseff (PT) teria
um ato de grandeza se na sua visita a São Luís nesta segunda-feira (10) fosse
até à cidade de Bacabeira, apenas 50 quilômetros da capital, se desculpar pelo
engodo de 2010, repetido em 2014, de que construiria naquele município uma
refinaria de petróleo da Petrobras (Premium I). Uma soma de cerca de R$ 1,5
bilhão, dinheiro que daria para solucionar muitos problemas enfrentados pela
população maranhense, foi jogada no ralo do desperdício e a única coisa que
gerou foi votos, e mais votos, para sua eleição e reeleição.
Em
janeiro de 2010, ainda ministra chefe da Casa Civil, acompanhada do então
presidente Lula, dos senadores José Sarney e Edison Lobão, que era seu ministro
de Minas e Energia, Dilma participou do lançamento da pedra fundamental desta
que seria a maior refinaria de petróleo da América Latina. Contrariando as
previsões técnicas, a promessa seria de que o empreendimento ficaria pronto em
2014, porém as obras nunca passaram da terraplenagem. Apesar do iminente
fracasso, na eleição do ano passado ainda ficou a promessa de que o projeto
seria continuado, agora com parceria privada estrangeira, porém no início deste
ano a Petrobras bateu o martelo e cancelou o projeto em definitivo.

Além de
milhares de empregos prometidos e nunca cumpridos (de quem iria trabalhar na
sua construção e na sua operacionalização), o naufrágio do projeto causou
imensos prejuízos a quem, acreditando nas promessas da presidente, investiu em
Bacabeira, em hotelaria, construções residenciais e comerciais, educação, saúde
etc. O maio calote da história do Maranhão.

Na ida a
Bacabeira, a presidente poderia se deparar com outro projeto que seu governo
parece não ter condições de continuar: a duplicação da BR 135, cujas obras
estão paralisadas, deixando o Campo de Perizes como um dos locais mais
perigosos para se trafegar pela via rodoviária no Maranhão.

Apesar de
tudo isto, a agenda se limitará à entrega de residência pelo Programa Minha
Casa, Minha Vida, que está devendo as construtoras contratadas para sua
execução, e à inauguração do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), um
empreendimento privado.

Da janela
de sua aeronave, se tiver curiosidade de olhar, Dilma verá o estrago que causou
ao Maranhão e aos maranhenses.

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