Autoridades discutem paralisação na obra do hospital regional em Rosário

Por Jefferson Calvet
Blog Bacabeira em Foco
A audiência
pública que tratou da paralisação da obra de construção do hospital de 50
leitos em Rosário, na verdade, quase se transforma em um desastre,
principalmente por ausências de muitos vereadores, população e outras autoridades
convidadas para participar do evento.
Do total
de 13 parlamentares, apenas 05 compareceram na audiência, que foram: Pedrosa
Necó (PSB), Léo Cavalcante (PTB), Jardson Rocha (PP), Magno Nazar (PRP) e Jorge
do Bingo (PTdoB).
O
Secretário de estado da Saúde não compareceu à audiência e nem mandou
representantes, assim como a secretária municipal de saúde, Mauricéia
Rodrigues.
Apenas
a prefeita Irlahi Linhares (PMDB), o gerente regional de saúde, Willame
Anceles; o superintendente de articulação política, Calvet Filho; membros do
conselho municipal de saúde, pessoas da sociedade cível organizada e o deputado
estadual Wellington do Curso (PPS), membros da comissão de saúde da Assembléia
Legislativa do Maranhão.
O Gerente
Regional de Rosário, Willame Anceles, foi o primeiro a usar a tribuna. Ele
disse lamentar a ausência dos demais parlamentares em um evento tão importante
e promovido pelo próprio poder legislativo municipal. Anceles justificou a
ausência do secretário de estado, mas disse que ele ficou de enviar um técnico
para representá-lo na audiência.
Sobre
o hospital, Anceles disse que já solicitou documentos a fim de saber
informações sobre a paralisação, já que as cidades de Morros e Barreirinhas
possuem grandes hospitais construído pelo estado. Segundo Willame, boatos se
espalham na cidade, dando conta do orçamento total da obra que é de 18 milhões
e, segundo ele disse, já teria sido gastos 4 milhões e nada aconteceu até
então.
Ao
final do discurso, o gerente regional citou ainda problemas na saúde pública do
município, com base em levantamentos negativos da própria secretaria de saúde.
Ele acredita que está havendo má fé para que os problemas do Sesp não sejam
solucionados. E exemplo o fechamento do centro cirúrgico.
O representante
da comunidade, Reinaldo Lima, lamentou a paralisação da obra e repudiou a falta
de compromisso dos governos para com a cidade. Segundo Reinaldo, o município
tem sofrido grandes golpes neste sentido e isso acontece, principalmente por
falta de força política no município de Rosário.
O superintendente
de articulação política de Rosário, Calvet Filho, disse que a discussão da
saúde pública de Rosário não é de agora, mas de anos atrás. Calvet defendeu o
governo do estado, que tem apenas seis meses de gestão, e reiterou que a
paralisação vem desde o governo passado, ou seja, de Roseana Sarney.
Disse
que entregou nas mãos do governador Flávio Dino, ofício solicitando a retomada
da obra do hospital. Sobre boatos de moção de repúdio, Calvet disse que, se é para
fazer moção de repúdio contra o governo Flávio Dino, que seja feita também para
os outros governos.
Filho
lamentou a falta de saúde pública de média complexidade, principalmente quando pequenos
procedimentos que deveriam ser feitos no hospital municipal, têm que ir para outros
municípios.
Disse
que não chegou a ser convidado para a audiência como articulador político, mas
que compareceu como cidadão.
A prefeita
Irlahi Linhares justificou a ausência da secretária municipal e disse que a
ideia da construção do hospital partiu dos conselhos de saúde de Rosário.
Segundo ela, o hospital seria construído na cidade de Bacabeira, mas a pedido
dela e de outras pessoas o hospital mudou para Rosário. Ela disse que foram realizada
reuniões e planejamentos para receber a obra, no entanto, sem nenhuma
explicação, parou. Disse que tem se dedicado ao máximo para conseguir
benefícios ao município, reiterando que deixou o conforto do lar e o aconchego de
sua família para abraçar a municipalidade rosariense.
Eu sei das dificuldades que a saúde tem
enfrentado, mas não vou descansar enquanto não ver tudo funcionando a contento,
disse.
Irlahi
disse que já está licitando compras para novas ambulâncias e celebrando
convênios para aquisição de outras, a fim de aliviar a situação da saúde do
município de Rosário. Ela ainda anunciou outras obras de UBS, e explicou o
porquê não pode reabrir o centro cirúrgico do hospital municipal, fechado desde
janeiro de 2013. Segundo ela, para reabrir o centro cirúrgico é preciso verba,
pois não é só fazer um parto, mas dar condições salubres para os pacientes.
Ao final,
ela disse que abre, sem problemas o centro cirúrgico, mas com aval da justiça,
do ministério público, dos vereadores e da vigilância sanitária.
O vereador
Léo Cavalcante (PTB) disse não ter dúvidas de que esse é o melhor momento para
que a cidade consiga benefícios para o município, haja visto que vários
políticos da cidade têm cargos importantes no governo do estado, a exemplo de
Willame, Calvet, Lindalva e outros.
Léo
disse que anos atrás o negócio era diferente. Os pacientes dos outros
municípios procuravam os hospitais de Rosário para ser atendido. Hoje, segundo
ele, são os rosarienses que saem maranhão a fora em busca de atendimento de
saúde.
Ele
espera, e tem esperanças, de que essa situação vai mudar, mesmo por que sabe
que todos unirão forças para o objetivo principal, que é hospital de 50 leitos.
Kátia
Oliveira, presidente do conselho municipal de Saúde, deu uma aula em seu
discurso, e entre muitas coisas que ela falou, citou a falta comprometimento de
quem faz a saúde pública.
Pedrosa
Necó, autor do requerimento que solicitou a audiência, propôs uma mobilização
para acampar na porta da secretaria de estado de saúde para reivindicar o
hospital, que é sonho de todos os rosarienses. Necó disse que é preciso a união
de todos para que o empreendimento aconteça de fato em Rosário.
Necó
confirmou o desvio de 4. 856.000,00 milhões de reais do valor da obra. Ele
protocolou denúncia na procuradoria de justiça e recebeu parecer. Segundo ele, 25%
dos recursos do BNDES, destinado à construção do hospital, já foram para o ralo,
apenas com tapumes e terraplanagem.
A denúncia
do vereador é gravíssima e merece um aprofundamento dos órgãos competentes.
Todos
os demais vereadores presentes compartilharam do mesmo sentimento de luta, com
exceção do vereador Magno Nazar, que rebateu algumas críticas aos vereadores. O
vereador disse que o dia em que for omisso com suas responsabilidades, prefere
perder a vida.
Os vereadores
prometeram elaborar tão logo uma Moção de repúdio contra o secretário de estado
da saúde, Dr. Marcos Pacheco, pela deselegância de não comparecer à audiência
pública, e nem tão pouco mandar um representante da SES.

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