About Jefferson Calvet

Sou ex-vereador, jornalista e comunicador. Nossa missão é deixar você, leitor, bem informado.

Veja quais deputados do Maranhão votaram a favor da cobrança de pós-graduação em universidades pública

A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira (29), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permitiria às universidades públicas a possibilidade de cobrar mensalidade de cursos de extensão e pós-graduação lato sensu. A PEC previa alteração no Artigo 206 da Constituição onde o princípio da gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais não se aplicaria nos casos de pós-graduação lato sensu e cursos de extensão.

Por se tratar de uma emenda à Constituição, o projeto precisava do apoio de, pelo menos, três quintos dos deputados (308 dos 513), mas recebeu 304 votos a favor. Ao todo, 139 deputados foram contra o texto e dois se abstiveram. Com isso, a PEC será arquivada.

A maioria dos deputados federais do Maranhão votaram a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) 395/14, que autorizaria universidades públicas e institutos federais a cobrar por cursos de extensão e pós-graduação lato sensu (especializações), mas que foi rejeitada para o bem do país.

Votaram contra a proposta que prejudicaria a educação os deputados André Fufuca (PP), Julião Amim (PDT), Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Waldir Maranhão (PP) e Zé Carlos (PT).

Veja como os deputados maranhenses votaram:

Aluisio Mendes (PTN) – Sim
André Fufuca (PP) – Não
Eliziane Gama (PPS) – Sim
Hildo Rocha (PMDB) – Sim
João Marcelo Souza (PMDB) – Sim
José Reinaldo (PSB) – Sim
Julião Amin Castro (PDT) – Não
Junior Marreca (PEN) – Sim
Juscelino Filho (DEM) – Sim
Luana Costa (PSB) – Sim
Pedro Fernandes (PTB) – Sim
Rubens Pereira Júnior (PCdoB) – Não
Victor Mendes (PSD) – Sim
Waldir Maranhão (PP) – Não
Zé Carlos (PT) – Não

MP ajuíza ação contra ex-prefeito de Itapecuru-Mirim por ato de improbidade

O ex-prefeito de Itapecuru-Mirim, Magno Amorim, é alvo de uma Ação Civil Pública e de uma Denúncia ajuizadas nos dias 22 e 23, respectivamente, pelo Ministério Público do Maranhão, devido a irregularidades na aplicação de recursos de um convênio para recuperação de estradas vicinais em povoados do município.

Em decorrência da malversação do recurso público, o MPMA requereu a indisponibilidade dos bens do gestor para que seja efetuado o ressarcimento ao erário do valor repassado pelo Estado, acrescido da contrapartida do município, num total de R$ 143.932, 85.

Para a promotora de Justiça Flávia Valéria Nava Silva, titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itapecuru-Mirim, o ex-prefeito, que administrou o município de 2013 a 2016, deve ser responsabilizado por improbidade, por ter agido “com consciência e vontade própria, para não executar o objeto, bem como não prestar contas do Convênio nº 099/2013/SEDES, enquanto gestor e responsável pelos recursos a serem aplicados”.

ENTENDA O CASO

De acordo com a representante do Ministério Público, um procedimento administrativo foi instaurado em 2015 para acompanhar a execução do referido convênio, firmado entre o Município de Itapecuru-Mirim e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes) no exercício financeiro de 2013.

Uma inspeção in loco constatou que, na estrada correspondente ao trecho do Convênio (povoados Ladeira, Santa Rita e Cajueiro, na BR 222), somente os três quilômetros iniciais tinham restos de piçarra antiga servindo de pavimentação. Nos 7,4km restantes, segundo o relatório do procedimento, é praticamente impossível a circulação de pessoas e veículos, já que a estrada é basicamente de terra, apresentando em toda a sua extensão muitos buracos e poças alagadas e grande quantidade de lama.
Ainda na inspeção, moradores locais ouvidos sobre a situação da estrada foram unânimes em afirmar que há anos nenhuma melhoria havia sido feita.

PENALIDADES

Na Ação Civil por ato de improbidade, o Ministério Público requereu como penalidades ao ex-prefeito Magno Amorim, além do ressarcimento integral dos valores desviados, que devem ser corrigidos monetariamente no momento da execução da sentença, a aplicação das seguintes medidas; a suspensão dos direitos políticos, por oito anos; o pagamento de multa civil no valor de 10 vezes o valor da remuneração recebida pelo réu enquanto gestor municipal (R$ 25.000,00 x 10 = R$ 250.000,00), conforme Lei Municipal nº 1.247/2012; e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, pelo prazo de cinco anos, nos termos previstos na Lei de Improbidade Administrativa.

Por ter desviado ou aplicado indevidamente os recursos públicos e por ter deixado de prestar contas, no entendimento do Ministério Público, o ex-prefeito incorreu nos crimes tipificados no Decreto-lei 201/67, que dispõe sobre a responsabilidade dos prefeitos e vereadores, devendo-lhe ser, ainda, imposta a pena de detenção, de três meses a três anos.

Bacabeira: Bancada do DEM de Venancinho quase toda com Fernanda Gonçalo

A bancada de vereadores do Democratas, partido comandado na cidade de Bacabeira pelo ex-prefeito Venancinho, está quase toda aliada à prefeita Fernanda Gonçalo (PMN).

O DEM possui três vereadores entre os onze que compõe o parlamento bacabeirense, são eles: Romualdo, Joaquim (Meu Povo) e Vilmar.

Dos três, dois já se aproximaram da prefeita Fernanda oferecendo apoio ao governo municipal.

O primeiro a desembarcar no grupo foi o vereador Meu Povo. Ele fez sua primeira aparição em público ao lado da gestora na inauguração da Feira do Produtor, em janeiro deste ano, como mostra a imagem acima.

O outro Democrata a mudar de time foi o vereador Antônio Romualdo. Segundo informações, ele decidiu apoiar o grupo governista na última sexta-feira, 17.

Com o passar dos dias o DEM vai deixado de ser oposição e se tornando aliado, o que para muitos não é nenhuma surpresa, apesar que esperassem um partido duro e combatente contra a gestão, pois se trata da legenda do ex-prefeito Venancinho, que tem como desafeto político a prefeita Fernanda.

4 em cada 10 casais têm problemas por não dividirem informações sobre dinheiro

Correio Braziliense

Todo casal sonha com o “felizes para sempre”, mas viver a dois exige diálogo e planejamento quando o assunto é dinheiro. Considerado tabu em alguns lares brasileiros, o tema é motivo de brigas para quatro em cada 10 brasileiros casados, de acordo com o SPC Brasil. Entender como o parceiro se relaciona com as finanças e adequar os diferentes perfis de consumo pode ser a chave para o sucesso financeiro da família.

A planejadora financeira Annalisa Blando Dal Zotto, sócia-fundadora e diretora-geral da Par Mais, afirma que infidelidade financeira é o segundo motivo que mais causa divórcios entre casais no mundo. “O que acontece é que há pouca educação financeira e cada um se relaciona com finanças de um jeito diferente, o que leva a atritos”, explica.

Não contar sobre compras, deixar as sacolas no carro, omitir dívidas e ter aplicações e investimentos financeiros escondidos do parceiro é uma “grande quebra na confiança”, analisa a especialista. “O casamento é uma sociedade. Quando um sócio omite despesas para o outro, pode causar problemas no negócio. O mesmo acontece no casamento. É difícil que o relacionamento vá para frente com tantas mentiras”, destaca.

O estudo do SPC Brasil apontou que as discordâncias sobre despesas de casa, falta de reservas para imprevistos e não querer pagar pelos gastos do cônjuge estão entre os principais motivos de briga. Entre os brasileiros casados, 40% não contam sobre todas as compras para o companheiro.

Omissão

Não falar sobre como usam os recursos financeiros é o pior erro que um casal pode cometer ao tentar levar uma vida a dois. Se o casal nunca falou sobre o assunto, nem mesmo durante o namoro, o momento é agora. “É importante ter objetivos em comum, não tem como ir para frente se um quer ir para a direita e o outro, para a esquerda”, sugere Annalisa. Ela recomenda que o casal combine o que será feito com a renda familiar e defina os planos e as estratégias para alcançar os objetivos.

Adiar a conversa pode causar mais problemas. Se a situação já está no extremo e um dos parceiros está endividado pode acabar se afundando mais ainda. “A pessoa acaba fazendo extravagâncias em casa para o parceiro não desconfiar que a situação está ruim. Com isso, acaba gastando mais ainda e piorando a situação”, aponta o educador financeiro, Pedro Madureira Neto, diretor da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

O educador financeiro aconselha que as famílias dediquem um tempo para se reunir, mensalmente, com a presença dos filhos e, com o planejamento financeiro e o orçamento da família em mãos, analise para onde os recursos serão direcionadas.

A nutricionista Juliana Braga e o advogado Pablo Sanches Braga, ambos com 36 anos, precisaram aprender cedo como organizar as finanças. Casados há 18 anos, Juliana conta que, desde o namoro dividiram tudo. “Vivíamos de mesada e se queríamos ir ao cinema, por exemplo, um pagava os ingressos e o outro, a pipoca, por exemplo”, relembra.

Quando o casal teve filhos, decidiram que Juliana priorizaria cuidar dos filhos e Pablo ficaria com a maior parte das despesas da casa. “Ele nunca teve problema em dividir o dinheiro. Sempre foi da família”, argumenta Juliana. Para manter a sintonia, o casal sonha junto: a prioridade é a educação das crianças, por isso escolheram a escola a dedo, mesmo que custe um pouco mais caro no fim do mês.

Hoje, Juliana está começando um novo negócio e ajudando em casa. Juntos, decidiram que ele continuaria com as despesas mais rotineiras, como contas domésticas, supermercado e escolas e ela com os cursos extras dos filhos e reserva para as férias. A conta bancária é conjunta e fica sobre a responsabilidade de Pablo. O casal mantém um fundo de reserva fixo, com o valor suficiente para mantê-los por seis meses. “Sempre sentamos e conversamos sobre o que foi feito no mês, quanto depositei e as movimentações. Ela também sabe dos meus investimentos, não em detalhes, mas sempre quanto temos”, analisa.

Realidade

A psicóloga e orientadora em comportamento financeiro, Patricia de Rezende, idealizadora do site PsicologiaFinanceira.com.br, ressalta que a partir do momento em que duas pessoas decidem compartilhar a vida, o dinheiro será parte disso. Para ela, o diálogo sozinho não basta. É importante que o outro conheça a realidade financeira do parceiro. “As diferenças de conduta financeira são determinadas pela dinâmica emocional, independente do sexo. Podemos ter homens ou mulheres mais econômicos ou compulsivos para gastos”, menciona.

A especialista ressalta que as diferenças entre as pessoas devem ser encaradas como aspectos positivos e saudáveis. “O casal tem que encontrar um ponto de equilíbrio. O parceiro pode ser um aliado para ajudar no que temos dificuldade e ser um complemento”, complementa.

“O casamento é uma sociedade. Quando um sócio omite despesas para o outro, pode causar problemas no negócio. O mesmo acontece no casamento. É difícil que o relacionamento vá para frente com tantas mentiras”
Annalisa Blando Dal Zotto, planejadora financeira

“É importante ter diálogo. Já tivemos problemas financeiros, mas hoje lidamos muito bem com isso. Quando o bolso não vai bem, afeta o relacionamento”
Anderson Guimarães, vendedor

Regime de bens define o futuro

Apesar de o assunto parecer delicado, o tema dinheiro deve ser tratado com naturalidade antes mesmo de se pensar em oficializar uma união. Na hora de formalizar o casamento, o casal precisará decidir o regime de bens que vai reger a vida em comum. “Percebo que as pessoas se preocupam com tudo do casamento para só depois pensar sobre como será a divisão de bens”, a advogada especializada em direito de família e sucessão Ivone Zeger.

De acordo com especialista, a escolha pode ser determinante em algumas situações, como, por exemplo, em caso de dívida de uma das partes. Se os bens são compartilhados, o parceiro pode ser prejudicado com penhoras ou, até mesmo, perda do patrimônio para quitar as pendências. “Quando a escolha é por um regime parcial ou comunhão total, o outro terá que arcar com os problemas, queira ou não. Ninguém tem obrigação de pagar pelos gastos pessoais do outro, e sim o que for para o casal”, aponta a advogada.

Individualidade

De acordo com o SPC Brasil, quatro em cada 10 entrevistados casados não sabem exatamente quanto o cônjuge ganha por mês, mas isso não deve ser encarado como invasão de privacidade. Mesmo que não queira contar o valor exatamente, é importante esclarecer quanto dispõe da renda para os gastos do casal e da casa.

Na casa da coaching Lilian Guimarães, 44 anos, e do vendedor Anderson Guimarães, 47, não existe o dinheiro dela ou dele, é sempre dos dois. Como salário de Anderson varia por conta das comissões das vendas, a esposa não sabe exatamente a quantia, apenas uma média de quanto ele recebe por mês e do valor do orçamento destinado gastos individuais. “Não temos uma divisão exata das contas. A gente junta tudo e cada um paga o que for chegando”, explica Lilian.

Anderson conta que as vendas variam por época do ano e que Lilian sempre é prestativa em custear a maior parte das despesas quando o movimento cai. Antes, o casal tinha conta conjunta, hoje, cada um possui a própria, mas ambos depositam uma quantia para reservas financeiras da família. “É importante ter diálogo. Já tivemos problemas financeiros, mas hoje, lidamos muito bem com isso. Quando o bolso não vai bem, afeta o relacionamento”, admite Anderson.

A economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti ressalta que ser casado não significa abrir mão de todas os gastos individuais. Se ambos concordam que é necessário ter “um espaço” financeiro, devem estipular uma quantia do orçamento para que cada um possa gastar livremente com o que achar necessário. “É sempre importante que o casal queira preservar um certo limite de privacidade. Decidam, juntos, quanto cada um pode gastar, um valor que esteja no orçamento”, aconselha.

Outro grande dilema é saber como dividir as despesas domésticas. De acordo com os especialistas, não tem manual com as regras: o casal deve encontrar um meio termo. Uma das possibilidades é que cada um contribua proporcionalmente ao que ganha. “Percebo que quem ganha mais espera que o outro pague a mesma quantia. Isso pode sufocar o parceiro. Quem ganha mais não deve exigir que o outro mantenha o mesmo padrão. Não tem que pensar que ‘esse dinheiro é só meu’, o casamento é sociedade. Gasta junto e vive junto”, estimula Annalisa.

Secretários de Saúde participam de oficinas temáticas da Rede de Saúde

Os secretários municipais de Saúde de boa parte dos municípios que compõem a regional de saúde de Rosário participaram, durante toda a semana, de oficinas temáticas para rediscutir as cinco Redes de Saúde da grade oferecida pelo Ministério da Saúde.

A coordenação intergestores Regional de Rosário – CIR Rosário participou dos cinco dias de evento promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS) e Federação dos Municípios do Maranhão (FAMEM).

As oficinas ocorreram no Praia Mar Hotel, em São Luis, entre os dias 13 e 17 deste mês.

A ideia é reorganizar as redes de saúde a fim de melhorar os investimentos em saúde no estado, que está muito defasado e desproporcional pelo número de habitantes. Outra ideia é que cada região possa construir sua rede para suprir as necessidades de acordo com a capacidade de instalação de seus municípios.

Por exemplo: A Regional de Saúde de Rosário, que compõe 12 municípios (Axixá, Bacabeira, Barreirinhas, Cachoeira Grande, Humberto de Campos, Icatu, Morros, Presidente Juscelino, Primeira Cruz, Rosário, Santa Rita e Santo Amaro) analisaram suas demandas e capacidades e propuseram pactuar diversos serviços, cada um em sua rede distinta.

As redes de saúde discutidas durante as oficinas foram: Rede de Pessoas com Deficiência; Rede de doenças Crônicas; Rede de Urgência e Emergência; Rede de Atenção Psicossocial; e Rede Cegonha.

Graças ao empenho dos secretários de saúde, a região do Munim e Lençóis, deverá receber novas instalações de grandes serviços de saúde pública, ao tempo em que, na proposta, os serviços foram devidamente distribuídos para facilitar o acesso a todos os 12 municípios da regional.

Embora houvesse sido feito propostas, as regionais precisam aprovar em CIR para pactuar. Só assim, e com a aprovação do MS, serão possíveis a instalação desses serviços.

Visando agilizar o processo, a CIR-Rosário realizará, na manhã deste sábado, 18, uma reunião extraordinária para tratar exclusivamente das propostas das redes temáticas de saúde.  

Parabéns aos gestores!

Secretaria de Saúde de Bacabeira intensifica combate ao mosquito da Dengue

A Prefeitura de Bacabeira, através da Secretaria Municipal de Saúde e da Coordenação de Endemias, está intensificando o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

A equipe formada por homens e mulheres receberam treinamento especializado para combater e eliminar possíveis focos da larva do inseto. Todos eles passaram por um rigoroso treinamento promovido pela secretaria de Saúde com profissionais das áreas da Endemias, Atenção Básica, Epidemiologia e Estratégia Saúde da Família.

Além dos serviços de investigação das larvas, os agentes de campo também atuam nas residências para conscientizar a população dos riscos da doença e da proliferação do mosquito nos quintais.

  • Os agentes têm papel fundamental no combate e eliminação de focos do vetor da doença, e a presença deles nas ruas e casas ajudará a manter o município seguro, sem casos registrados da doença em 2017”. Disse o Secretário Jefferson Calvet

Segundo o coordenador de Endemias de Bacabeira, Ribamar Carvalho, os agentes estão preparados para o desafio proposto que é atuar nas áreas, buscando orientar a população e eliminar sinais de focos de mosquito.

 

  • Fizemos um treinamento específico para todos eles, inclusive, eles foram capacitados para realizar o Levantamento Rápido do Índice de Infestação (LIRA), que de forma rápida e segura consegue-se medir o risco de epidemia da cidade”. Explicou o coordenador.

MP quer indisponibilidade de bens do ex-prefeito de Cantanhede

Em Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa, ajuizada em 6 de março, o Ministério Público do Maranhão solicitou, como medida liminar, a indisponibilidade dos bens do ex-prefeito do município de Cantanhede, José Martinho dos Santos Barros. A manifestação ministerial foi formulada pelo promotor de justiça Tiago Carvalho Rohrr, da referida comarca.

Consta na ação que, em 2013, foi celebrado convênio entre a Prefeitura de Cantanhede e o Estado do Maranhão para a implantação do sistema de abastecimento de água no município. O convênio tinha o valor de R$ 624.442,42, sendo R$ 29.735,45, do município, e R$ 594.708,97, do estado.

Inicialmente o estado repassou ao município o valor R$ 29.735,45, equivalente a 5% da quantia da sua parte.No entanto, não houve interessados no procedimento licitatório para a execução da obra, o que inviabilizou o projeto.

Apesar do cancelamento de todo o projeto, incluindo o convênio (cuja vigência expirou em 27 de novembro de 2015), o ex-gestor nunca prestou contas e não há comprovante de devolução do valor inicial encaminhado ao município pelo estado.

PEDIDOS

Além da indisponibilidade dos bens do ex-prefeito para garantir a devolução ao erário do valor de R$ 29.735,45, a Promotoria de Justiça da Comarca de Cantanhede requer a condenação do ex-gestor às demais penas previstas na Lei nº 8.429/92 (Lei da Improbidade Administrativa) incluindo perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração recebida e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

MPF e TCE defendem exclusividade no uso de recursos do Fundef na Educação

Municípios estariam contratando, sem licitação, escritórios de advocacia para recuperação de verbas do Fundef e utilizando parte delas para pagamento dos honorários

Na manhã desta segunda-feira, 13 de março de 2017, o Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), representado pelo procurador-chefe Juraci Guimarães Júnior, esteve reunido com representantes de órgãos de controle para assinar ato interinstitucional denominado “O dinheiro do Fundef é da educação: por uma educação de qualidade para todos os maranhenses”. A ação conjunta visa conter irregularidades na recuperação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) pelos municípios maranhenses.

O Fundef, atualmente substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos profissionais da Educação (Fundeb), é composto por recursos de cada estado e, nos casos em que não alcance o valor mínimo previsto nacionalmente, complementado pela União. Em 1999, o MPF em São Paulo propôs ação contra a União ao constatar que ela estaria repassando valores inferiores ao que seria devido. “O MPF detectou um subfinanciamento na educação, que se reflete na qualidade do serviço”, explicou o procurador-chefe.

Em 2015, a Justiça Federal sentenciou a União a repassar aos municípios lesados a diferença dos valores devidos. Para recuperar a verba à qual os municípios já teriam direito de receber, mais de 100 municípios maranhenses firmaram contrato de prestação de serviços com escritórios de advocacia, por meio de processo de inexigibilidade de licitação não identificado, que prevê como pagamento dos honorários advocatícios a quantia correspondente a 20% do montante, verba do Fundef que deveria ser destinada exclusivamente à educação. Estima-se que, só no Maranhão, caberiam ser recuperados cerca de R$ 3 bilhões pelos municípios.

“O MPF/MA busca fazer com que a execução desses valores siga pelo próprio MPF em São Paulo, e não por advogados particulares, e que o depósito aos municípios seja feito vinculado aos gastos da educação”, afirmou o procurador-chefe.

A assinatura do ato aconteceu no auditório do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) e contou com a presença do procurador-geral substituto do Ministério Público de Contas do Maranhão, Jairo Cavalcanti Vieira, o procurador-geral de Justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, o superintendente da Controladoria Regional da União no Estado do Maranhão, Francisco Alves Moreira, o secretário de Controle Externo no Estado do Maranhão, Alexandre José Caminha Walraven, e o advogado-geral da União no Maranhão, Fabrício Santos Dias.

Ex-prefeito Alan Linhares pode assumir a Superintendência de Articulação Política de Rosário

São fortes os indícios de que o ex-prefeito de Bacabeira Alan Linhares (PCdoB) deva assumir a Superintendência de Articulação política do governo do estado na regional de Rosário.

Segundo informações repassadas ao Blog Jefferson Calvet através de fontes ligadas ao palácio dos Leões, em São Luis, o governador Flávio Dino (PCdoB) desejaria encaixar o aliado em algum cargo no governo estadual, sonhando em contar com o apoio do ex-prefeito nas eleições de 2018, onde deve disputar a reeleição e seus aliados outros cargos, a exemplo de Márcio Jerry, que deve disputar vaga para deputado Federal.

O problema é que Alan pode sofrer barreira a nível de região, pois o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, que é filiado ao PCdoB, tem a esposa Fernanda prefeita em Bacabeira, e ambos são aliados do governador Flávio Dino e adversários político de Linhares.

Há resistência, inclusive, de aliados do governador na cidade de Rosário. Lá, os aliados querem indicar o nome do vereador Carlos do Remédio (PCdoB), onde abriria vaga na Câmara para o suplente de vereador Preto do Raça, também PCdoB, e assim fortaleceria o partido na cidade e no legislativo municipal.

Provavelmente, Hilton e os demais prefeitos aliados a Flávio Dino ainda não foram consultados ou comunicados sobre o projeto.

Ainda segundo fontes, Márcio Jerry é o mais interessado na indicação de Linhares ao posto que antes foi ocupado pelo ex-candidato a prefeito de Rosário, Calvet Filho (PSDB), que se afastou em abril de 2016 para se candidatar a prefeito de Rosário.

As superintendências regionais servem para aproximar os prefeitos do governo do estado. Essa função nem sempre é exercida como deveria, pois, serve mais para agradar aliados do que para o ofício de fato.

Caso Alan Linhares consiga ser emplacado no cargo, ele receberá, em média, a quantia de R$ 5.500,00 bruto.

O acidente automobilístico na Bolívia que comoveu as Igrejas Assembleia de Deus no MA

Domingos Costa – Abalou as dezenas de Igrejas Assembleia de Deus  no Maranhão o grave acidente automobilístico envolvendo a família do casal de missionários, pastor Josafá de Azevedo Pinto e missionária Clesivan, pertencentes à Assembleia de Deus em Caxias no Maranhão – Convenção Ceadema.

Na tragedia ocorrida na Bolívia, dias atrás, o Pr. Josafá sofreu grave traumatismo facial e a missionária Clesivan, com coágulo no lado direito do cérebro apresentando sangramento, não resistiu e morreu no hospital.  Já os três filhos que também estavam no veículo, sofreram apenas escoriações.

Assim que a notícia chegou ao Brasil, em especial ao conhecimento dos Pastores ligados à Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Maranhão (CEADEMA), presidida pelo Pr. Pedro Aldir Damasceno, houve uma mobilização estadual entre os membros das Igrejas espalhadas pelos 217 municípios maranhenses, além de lideranças políticas cristãs,  afim de oferecer assistência ao Pr. Josafá e família.

Após desburocratização do translado do corpo da missionária, o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou do Aeroporto Internacional de La Paz (Bolívia) com destino ao Brasil e aterrissou no Aeroporto Cunha Machado, em São Luís, na manhã de ontem, sexta-feira (10).

Momento de grande comoção! Diversas lideranças da  Assembleia de Deus, pastores e o presidente da CEADEMA acompanhado da deputada federal Eliziane Gama aguardavam no local para receber o Pr. Josafá e os demais membros da sua família, todos muito abalados.

A cerimônia fúnebre acontece no Templo Central da Assembleia de Deus em Caxias, na Rua Cel. Manoel Gonçalves, no centro. O sepultamento acontecerá ainda na manhã deste sábado (11), no Cemitério Nossa Senhora dos Remédios, no bairro Castelo Branco.